Como serão as cidades após a pandemia?

Os assentamentos precários constituem fenômenos tipicamente urbanos e metropolitanos, modelos característicos, adotados no Brasil como processo de ocupação desigual, ambientalmente desordenados, socialmente excludentes espacialmente concentradores, evidenciando elevados níveis de desigualdade sócio espaciais.

Com a chegada da pandemia, atingindo todo o planeta, em 2020, novos debates a respeito do planejamento urbano estão em curso, inclusive aproveitando- se que este é um ano de eleições municipais.

Luciano Guimarães, presidente do CAU, comentou em um debate sobre as soluções para as cidades pós pandemia, recentemente, uma frase reconhecida pela OMS e ONU HABITAT, que "as cidades devem ser sustentáveis para todos, se não, serão para ninguém. ”

Erminia Maricato já falava, há mais de 30 anos sobre cidades sustentáveis onde as prioridades deveriam ser: condições dignas de moradia e de mobilidade urbana cuja competência e protagonismo do governo municipal, uma vez que, é no espaço das cidades que ocorrem as necessidades de seus moradores.

Logo, viver em cidades constitui prioritariamente uma construção social, com luta por direitos, democracia, mas também, preservando as questões ambientais.

Conforme Carine Santana, sanitarista e pesquisadora na área de saúde, o planejamento urbano deve levar em conta a diversidade, pensar em equidade. Principalmente após a pandemia. Fortalecer o diálogo Inter setorial, desta forma, propõe um modelo onde gestores e a população tenham uma agenda pautada no direito da população, conhecer as necessidades dos moradores da cidade. Respeitando- se evidentemente o meio ambiente, também o fortalecimento do Sistema Único de Saúde, SUS.

Para Simone Sinamom, arquiteta e urbanista pesquisadora da Fio Cruz, o novo planejamento urbano é na verdade um reordenamento inclusivo , pois a cidade é considerado um "organismo doente", e como tal precisa ser tratado, transformando-a em cidade inteligente, com características que incentive: na mobilidade urbana, a prática de atividades físicas, como caminhar, andar de bicicleta, ou uso de bio combustíveis, para diminuir a poluição, qualidade do ar, ilhas de calor, e melhorar o conforto térmico; no ambiente construído, com habitações mais adequadas, onde haja infraestrutura com saneamento básico universalizado.

Parques urbanos, coberturas verdes, importantíssimos como alternativas para amenizar temperaturas nas cidades.

Os pesquisadores convergem para que há muito tempo já se falava sobre o que se espera das cidades neste século: as políticas públicas devem envolver todos os agentes, que unidos representem os anseios da população indiscriminadamente, tendo uma agenda representada por todos os setores com medidas estruturais e que respeitem o meio ambiente.

Para maior aprofundamento do tema, acesse: https://www.uol.com.br/ecoa/ao-vivo/2020/07/09/novas-cidades-2021-como-o-urbanismo-pode-auxiliar-no-enfrentamento-a-pandemia.htm

 

Martha Santana Martins

Coordenadora do Comitê de Assistência Técnica


Enga Civil, Mestra em Desenvolvimento Regional e Urbano / Gestão Ambiental; Atuação: avaliações e pericias, projetos, reformas e orientações acadêmicas.
 
Compartilhe esse conteúdo:

Com a chegada da pandemia, atingindo todo o planeta, em 2020, novos debates a respeito do planejamento urbano estão em curso, inclusive aproveitando- se que este é um ano de eleições municipais.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *