Encontro discute importância do projeto básico em obras de engenharia

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“70% das obras públicas paradas no Brasil não tem projeto básico”. A afirmação foi levantada com preocupação pelo professor doutor Gáspare Saraceno, em palestra realizada nesta quinta (10 de novembro), promovida pela Associação Brasileira de Engenheiros Civis, Departamento da Bahia (Abenc-BA), com o apoio do Crea-BA e Mútua.

Para o especialista, o poder público se afasta dos princípios de atuação da administração pública e não respeita a aplicação das leis, sobretudo a 8.666/93 (de Licitação). “É grave a situação. Não há planejamento de obras no Brasil. A corrupção chegou a níveis impressionantes. Hoje há uma malversação do serviço público. A execução de uma obra precisa cumprir suas etapas legais: planejamento, licitação e contrato. E é dessa forma que precisamos urgente exaltar o engenheiro e o arquiteto, pois eles são instrumentos da cidadania e podem garantir a execução de uma obra legal”.

A mesa de abertura do encontro, que reuniu dezenas de pessoas, foi coordenada pela presidente da Abenc-BA, engenheira Rute Carvalhal, com participações do representante do Crea-BA, Neuziton Torres Rapadura, do diretor da Mútua, Joseval Carqueja, do coordenador da Câmara de Engenharia Civil, Luís Edmundo Prado Campos, e do vice-presidente da Abenc, Rui Cordeiro, que chamou a atenção de todos para o espaço que o engenheiro deve ocupar na sociedade, fortalecendo a sua categoria profissional.

O engenheiro Luís Edmundo Prado Campos reforçou a necessidade dos engenheiros e dos conselhos de engenharia exigirem o projeto básico em licitações e quando isso não ocorrer de forma legal, acionar a justiça, a exemplo do Ministério Público. “Por mais que o MP esteja lotado de processos e estes demorarem de ser julgados, precisamos fazer a nossa parte. A nossa categoria profissional deve estar unida e fortalecida para combater esses problemas”.

Presente no auditório, o engenheiro Jean Clécio Santos elogiou a iniciativa da Abenc em debater o tema. “Fomos levados a uma reflexão em altíssimo nível sobre nossa cultura, comportamento ético, atuação e responsabilidade dos órgãos (como o próprio Confea) e de cada um de nós, engenheiros civis. Uma verdadeira provocação para agirmos de forma ética, responsável e com qualidade. Para pararmos um pouco de apenas reclamar e realmente atuar”.

Como apoiador da Abenc, o diretor-geral da Mútua-BA, Joseval Carqueja, também enalteceu o encontro. “Para a Mútua é uma satisfação apoiar este importante evento, que beneficia profissionais e comunidade. A Abenc poderá contar sempre com esta parceria de sucesso”.

A presidente da Abenc-BA, Rute Carvalhal, agradeceu a presença de todos e aproveitou a oportunidade para anunciar a inauguração de mais um escritório regional da entidade em Vitória da Conquista, dia 8 de dezembro, um workshop na Escola Politécnica dia 5 de dezembro e a criação do Clube Abenc de Vantagens – CAV – que, através do pagamento de uma anuidade (optativa) promete beneficiar os associados com diversas vantagens e produtos em mais de 600 empresas cadastradas.

No encerramento da palestra, após o debate, foram sorteados entre os presentes os livros “Estudos Aplicados de Direito Constitucional”, de Gáspare Saraceno e “A Engenharia e a História da Bahia”, de Jolivaldo Freitas, editado pelo Crea-BA, seguido de coquetel de confraternização.

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