Engenharia: Mulheres com CREA ativo representam 15,4% na Bahia

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Estado tem um total de 81.734 profissionais com registro profissional ativo

Quando se trata de determinadas áreas profissionais, aquelas associadas às Ciências Exatas ainda representam um espaço majoritariamente ocupado pelo sexo masculino. No caso específico das Engenharias, os dados atualizados em 5 de abril de 2018 pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA) confirmam o predomínio dos homens na profissão. Na Bahia, existem 12.648 mulheres com registro ativo do CREA, o registro profissional expedido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, em um total de 81.734 profissionais.

Na Bahia, o número de mulheres com CREA ativo representa 15,4% dos 81.734 profissionais em atuação no estado. Ao considerar a região nordeste, o sexo feminino representa 15,61% entre 223.860 profissionais com registro profissional ativo na região* – apesar de baixos, os percentuais estão um pouco acima do índice médio nacional (14,1%), composto por 1.396.632 pessoas. Segundo o CONFEA, “engenheiras, engenheiras agrônomas, técnicas, tecnólogas, meteorologistas, geógrafas, geólogas totalizam 196 mil profissionais” no Brasil.

Técnica em Edificações e, atualmente, estudante de Engenharia Civil pelo Educa Mais Brasil, Regiane Andrade Costa atua na área desde o início da faculdade. Atualmente, estagia em uma construtora situada em Ribeira do Pombal, na Bahia. No trabalho, lida com a fiscalização de obras e, segundo conta, não sente discriminação por ser mulher no trabalho. “Não sinto dificuldade de me posicionar ou de considerarem a minha opinião profissional”. Em contrapartida, no ambiente universitário, Regiane comenta que eventualmente a distinção acontecia por parte de algum colega.

Recentemente, a Cátedra Unesco Mulher, Ciência e Tecnologia na América Latina (Flacso-Argentina) publicou, em março, um estudo realizado com meninas de 6 a 8 anos. Cerca de 90% delas associaram a engenharia à aptidões masculinas, segundo o noticiado no G1. Além de 360 meninos e meninas, o estudo entrevistou outras 1260 pessoas – entre docentes, pais e mães do Brasil, México e Argentina –, por meio da associação Chicos.net, a fim de avaliar o impacto dos estereótipos nas relações escolares e familiares.

Mais de 30% dos pais acreditam que as mulheres recebem poucos incentivos para estudar estas disciplinas e, em São Paulo, mais de 50% acreditam que homens e mulheres têm rendimentos diferentes. O estudo aponta que é baixo o número de pais e mães que utilizariam argumentos embasados em estereótipos para motivar decisões profissionais dos filhos. No entanto, segundo o G1, enquanto aproximadamente 88% reiteram esta afirmação com relação à decisão das filhas, 20% tentariam evitar a decisão de seguir profissões associadas historicamente às mulheres.

*Segundo o Confea, o total pode ser maior que o número de profissionais, já que um profissional pode ter diversos títulos.

 

Fonte: Correio 24 Horas

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