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Congresso internacional de desastres em massa tem nova edição

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Resgate, segurança, perícia, saúde e tecnologia são temas do 2º Congresso Internacional de Desastres em Massa (Cidem), evento organizado por professores Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) que reúne palestrantes e especialistas de diversos países para discutir os mais recentes avanços em pesquisas e desenvolvimento técnico. Neste ano, o congresso será realizado em Salvador, entre os dias 10 e 12 de junho, no Hotel Fiesta e na Arena Fonte Nova e tem como tema central ‘Segurança para grandes eventos – Uma atenção mundial’.


Na última edição do Cidem realizada em Feira de Santana, em 2015, 1.100 pessoas participaram das palestras e das atividades de simulação de desastres. “Em 2016 resolvemos levar o evento para a capital baiana porque é ano de Olimpíadas e a Arena Fonte Nova será palco de jogos. É uma oportunidade para promover uma discussão com especialistas sobre eventos com grandes multidões”, explica Jeidson Marques, coordenador do evento.


Está prevista a participação de agentes de diversos estados brasileiros, membros de órgãos locais, regionais, nacionais e internacionais que agem em situações de desastres, dentre eles a Defesa Civil, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros Militares, Samu, SMT, ViaBahia, Polícia Militar, Bope, Graer, Polícia Civil, Polícia Técnica, Polícia Federal, Exército, Marinha, Aeronáutica, Interpol e universidades.


As palestras serão realizadas nos dias 10 e 11 de junho no Hotel Fiesta e a simulação de desastres na Arena Fonte Nova, no dia 12. O evento conta com o apoio da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia, da Prefeitura Municipal de Salvador e do Corpo de Bombeiros.


Informações sobre inscrições, programação e publicação de trabalhos científicos estão disponíveis no site http://www.cidem2016.com.br

 

Fonte: http://www.uefs.br/2016/04/201/Congresso-internacional-de-desastresem-massa-tem-nova-edicao.html

 

Foto: http://www.copa2014.gov.br/

 

Confira a primeira edição da revista eletrônica da ABENC-BA

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Em decisão histórica, Plenário do Confea aprova nova resolução de competências profissionais

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Em decisão histórica para o Sistema, o plenário do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia aprovou, na última terça-feira (19), a Resolução nº 1.073/2016, que regulamenta a atribuição de títulos, atividades, competências e campos de atuação aos profissionais registrados no Sistema Confea/Crea. O novo normativo substitui a Resolução nº 1.010/2005 e passa a vigorar após publicação no Diário Oficial da União. O documento, que reúne as atribuições previstas nas leis relacionadas ao Sistema Confea/Crea, ainda não foi publicado no Diário Oficial da União. 

 

O assunto foi pautado pelas comissões de Organização, Normas e Procedimentos (Conp) e de Educação e Atribuição Profissional (Ceap) que, durante a sessão plenária extraordinária, apresentaram deliberação conjunta e histórico de debates sobre a Resolução nº 1.010/2005.

Para o presidente do Confea, eng. civ. José Tadeu da Silva, o normativo irá reforçar as competências de atuação dos registrados no Sistema, acompanhando as tendências tecnológicas e demandas atuais da sociedade. “O projeto de resolução preserva e amplia as prerrogativas dos profissionais que estão aptos para contribuir para desenvolvimento do nosso País”, afirmou.

 

Representando a Comissão de Educação e Atribuição Profissional (Ceap), o eng. civ. Osmar Barros Júnior pontuou que a resolução incentiva e valoriza a educação continuada, uma vez que prevê a extensão de atribuições a partir da conclusão de especialização, mestrado, doutorado e sequencial de formação específica. Durante a apresentação do projeto, o coordenador da Ceap explicou como se dará a concessão da extensão da atribuição inicial de atividades e de campo de atuação profissional: “Será em conformidade com a análise efetuada pelas câmaras especializadas competentes do Crea da circunscrição na qual se encontra estabelecida a instituição de ensino ou a sede do campus avançado, conforme o caso”. E adicionou que, conforme o documento, “a extensão de atribuição será permitida entre modalidades e grupos profissionais da engenharia e da agronomia”.

 

Questionado sobre a vigência da nova resolução, o coordenador da Comissão de Organização, Normas e Procedimentos (Conp), eng. agr. Mário Amorim, esclareceu que, embora o novo projeto substitua a Resolução nº 1.010/2005, “aqueles profissionais que tiveram atribuições definidas pela resolução anterior têm o direito preservado e as atribuições adquiridas mantidas”. 

 

Aprovado por unanimidade, o projeto de resolução teve o reconhecimento dos conselheiros federais. Para o eng. eletric. Jolindo Rennó, a elaboração do documento demandou o período necessário para a maturação que o tema requer. “Há tempos debatemos esse assunto, mas agora o ganho será muito grande para os profissionais registrados”. Em complemento, o eng. agr. Célio Moura enfatizou que os meses dedicados ao rito legislativo demonstram o cuidado que os conselheiros tiveram para amadurecer a Resolução nº 1.010/2005. “Foi um tempo que nos proporcionou mais oportunidades para debater a matéria”, afirmou. 

 

O eng. civ. Paulo Laércio Vieira elogiou a dedicação das comissões em trabalhar conjuntamente: “Isso demonstra entendimento uníssono que resulta nesse passo definitivo, nessa resolução tão esperada pelo Sistema Confea/Crea”.

 

Já o eng. civ. Marcos Motta Ferreira fez questão de enfatizar os ganhos que o normativo irá proporcionar aos profissionais. “Os critérios estabelecidos no projeto de resolução estão bem estabelecidos e rigorosos. Por isso, essa legislação vanguardista traz segurança para os registrados e proporciona reconhecimento aos que buscam capacitação continuada”. Também por esses motivos, o vice-presidente do Confea, eng. agr. Antônio Albério, disse acreditar que a novidade irá “atender à expressiva maioria dos registrados no Sistema”.

 

ENTENDA O CASO
O projeto de resolução aprovado substitui a Resolução nº 1.010/2005, que já foi suspensa por inúmeras vezes. A última suspensão foi em dezembro de 2015, quando foi identificada a necessidade de ajustes para que sua aplicação fosse de maneira uniforme nas ações dos 27 Conselhos Regionais. Assim como o novo normativo, o texto também tratava da regulamentação de títulos profissionais, atividades, competências e caracterização do âmbito de atuação dos profissionais inseridos no Sistema Confea/Crea, para efeito de fiscalização do exercício profissional. 

 

Por apresentar dificuldades de operacionalização, a Resolução nº 1.010/2005 foi tema de debates e pautada em consulta pública no Sistema Confea/Crea, a fim de serem coletadas manifestações dos Creas, do Colégio de Presidentes (CP), do Colégio de Entidades Nacionais (Cden), das Coordenadorias de Câmaras Especializadas dos Creas, dos conselheiros federais e dos profissionais registrados sobre o anteprojeto que viria a substituir a resolução. Em 2015, por exemplo, foram colhidas 107 contribuições no site do Confea. “As manifestações de muitos professores e profissionais que estão na prática enriqueceram o documento, que pode ser considerando um texto maduro, resultante de muitas discussões e reuniões conjuntas com o objetivo de encontrar a melhor saída para a Resolução nº 1.010”, lembra o coordenador da Conp, Mário Amorim. 

 

Numa segunda fase e em atendimento à Resolução 1.034/11, que esclarece o rito do processo legislativo no âmbito do Sistema, essas contribuições foram sistematizadas e passaram por instrução técnica–jurídica, pela Ceap, pela Conp para, assim, chegarem ao projeto de resolução apresentado na sessão plenária extraordinária de abril, em que a proposta foi aprovada por unanimidade.

 

Equipe de Comunicação do Confea

Vasco Neto, O Meu Mestre

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Nesta Escola Politécnica, tive muitos professores. Vasco Neto foi o meu Mestre. Apesar de toda a sua competência, consciência e sabedoria, mostrou-me, com seu exemplo, que a maior virtude de um homem é a humildade, exercida com muito trabalho.

 

Ser mestre é mais do que ser professor, extrapolando a palestra em sala de aula e sobretudo formando seguidores capazes de divulgar seus ensinamentos e continuar sua obra. Entre muitas ideias, Vasco Neto tinha alguns ideais, o mais forte dos quais, a proposta de se fazer coordenação dos transportes, dentro de um conceito de projeto a partir do que chamava de “linhas de menor resistência”, um termo criado como diretriz para o projeto de estradas, mas que servia também como eixo principal da sua visão dos transportes pelo ângulo intermodal, dando à questão política uma solução técnica e econômica, sobretudo de modos ferroviários, rodoviários e hidroviários, mas também aeroviários. Assim, fez uma revolução no ensino dos transportes na Escola Politécnica, não apenas criando o seu Departamento de Transportes, mas dividindo sua matéria de Estradas – sua Cátedra – em cinco disciplinas de estradas, aeroportos e coordenação dos transportes, para se juntar à de Portos. Fazendo-se então a reforma administrativa do Estado da Bahia, ao fim do governo de Lomanto Júnior, essa proposta foi inserida com a criação de um órgão para fazer Coordenação dos Transportes.

 

Na Escola, guardo sua imagem como professor que ensinava, conversando em sala de aula, não apenas para transmitir conteúdos que já estavam nos livros e nunca para ufanar-se pela quantidade de alunos reprovados, mas ao contrário e sobretudo, para estimular, em nós, uma visão conjunta dos transportes a partir do planejamento integrado na implantação e operação de vias, meios e terminais, tentando fazer-nos verdadeiros agentes para a execução desse projeto de integração, assim nos instruindo e transmitindo o seu ideal, na esperança de nos ver a prosseguir nesse caminho. Meu mestre Vasco Neto era, portanto, um idealista com os pés no chão, propondo-nos encontrar as linhas de menor resistência para viabilizar os projetos modais e intermodais.

 

Sua presença em sala de aula e seu discurso nos dois anos finais do curso de Engenharia Civil deram-me a certeza de que todas as matérias anteriores eram apenas subsidiárias para o grande objetivo que descobria, para a minha vida: planejar e projetar vias e terminais de transporte. Concluía-se a reforma administrativa do Estado da Bahia, com a criação de um órgão para fazer a coordenação dos transportes. Escrevi e publiquei no Jornal da Bahia um caderno especial sobre o assunto e enviei um exemplar para o então eleito governador Luís Viana Filho, no dia seguinte ao da minha formatura, recebendo dele, a resposta imediata de que na época oportuna me convocaria. Sem nunca o ter visto na minha vida, confiei e esperei, recusando outros convites para trabalhar em obras de estradas. No dia seguinte ao da sua posse, às 8 horas da manhã, o governador telefonou para minha casa e marcou a hora para encontrá-lo no Palácio Rio Branco. Disse-lhe que queria trabalhar na coordenação dos transportes e ele me mandou para a Secretaria dos Transportes, com um cartão em que dizia isso. O Secretário informou que ainda não tinha o Coordenador dos Transportes e perguntou-me se eu conhecia alguém. Eu lhe sugeri o nome de Vasco Neto, que ele festejou com um murro de entusiasmo na mesa, fazendo-me portador do convite, que levei na noite daquele mesmo dia para o meu Mestre, em sua casa. O que aconteceu depois de Vasco Neto ser nomeado para o cargo foi resultante de forças imensas que respondem pelo congelamento das estruturas do atraso, que impediram a implantação do novo órgão, no Estado da Bahia.

 

Costuma-se dizer que todo idealista é pobre. Ao contrário, o idealismo é a marca do Mestre que se enriquece de experiências e evolui com o sofrimento cotidiano imposto pelo egoismo de quem não consegue ver além das cortinas de suas janelas e fica limitado a esse ambiente interior. Ao contrário, o Mestre expande-se no espaço e no tempo, tornando-se rico na imortalidade. Vasco Azevedo Neto já é imortal… Mais do que professor, ainda é o meu mestre. Aprendi com ele, que o professor apenas ensina e instrui, mas o mestre estimula e conduz, com o seu exemplo, com sua razão, com o exercício da ideia que flui racionalmente até sua realização. Procurei aplicar isso anos mais tarde, ensinando nesta escola, a disciplina Estradas e Transportes I, uma das que ele criou e ensinou.

 

Não há prêmio maior para um discípulo, do que o de sentar na cadeira do seu Mestre.

 

Autor:

Adinoel Motta Maia é engenheiro e professor aposentado da Escola Politécnica da Ufba.

Pronunciamento proferido nas homenagens a Vasco Neto, em março/2016.

 

Os 100 anos do professor Vasco Azevedo Neto foram amplamente comemorados na Bahia, em março. As homenagens incluiu uma mesa redonda promovida pelo Instituto Politécnico da Bahia (IPB) na Escola Politécnica da Ufba. Na solenidade foi inaugurada uma ala do Departamento de Transportes com o nome de Vasco Neto. Além de engenheiro e professor, Vasco Neto foi deputado federal por quatro mandatos consecutivos, entre 1970 e 1986. Ele foi responsável pela criação do Departamento de Transportes da Escola Politécnica da Ufba e idealizou o projeto de construção da Ferrovia Oeste-Leste, defendendo o fortalecimento do sistema ferroviário como opção para impulsionar a economia brasileira. Ainda em construção, a Ferrovia de Integração Oeste Leste-FIOL, com 1.527 km de extensão, estabelecerá à comunicação entre o porto em Ilhéus e as cidades baianas de Caetité e Barreiras a Figueirópolis, no Tocantins.

 

Vasco de Azevedo Neto faleceu no dia 25 de fevereiro de 2010, aos 94 anos. 

Leia artigo do engenheiro e professor Adinoel Motta Maia sobre o professor Vasco Neto.

Inovação – Engenharia para acessibilidade

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Dos mais de 205 milhões de habitantes do País, 22,2% têm algum tipo de deficiên­cia. É o que aponta o último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010. A esses cerca de 45,6 milhões de brasileiros, a tecnologia assistiva pode ser uma valiosa porta para inclusão na sociedade. Um exemplo é o projeto de uma cadeira de rodas com comando de voz, a única no Brasil, coordenado por Gustavo Peglow Kuhn, aluno do segundo semestre de Engenharia Elétrica no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-Rio-Grandense (IFSul).

O equipamento começou a ser desenvolvido em 2008, sob a supervisão do professor Rafael Galli, com a implantação do reconhecimento de voz e, em 2015, teve o aprimoramento feito por Kuhn. “O meu trabalho foi tornar o controle vocal rápido e fácil para o usuário, preocupando-me principalmente com a segurança”, conta o estudante. No protótipo, foi utilizado o sistema de leitura TalkBack, do Google, possibilitando que o usuário dê os comandos remotamente por meio de um smartphone com Bluetooth (a uma distância de até 50 metros, sem obstáculos), ou apenas com a fala, estando na cadeira. Segundo Kuhn, o objetivo do reconhecimento de voz é a não necessidade da utilização das mãos, possibilitando o uso nos casos de tetraplegia. O mecanismo, que teve um custo de produção por volta de R$ 275,00, ainda precisa ser adaptado aos padrões do mercado, mas o estudante aposta na venda como “um upgrade para qualquer cadeira de rodas”.

Para substituir as pranchas de papel usadas por pessoas com paralisia cerebral ou qualquer dificuldade que impossibilite a comunicação oral, a Métodos Soluções Inteligentes desenvolveu o aplicativo “Que Fala!”. Daniel Barbosa, engenheiro eletricista e um dos criadores, viu a oportunidade com a eclosão dos tablets, quando cursava a pós-graduação em tecnologia assistiva. “O que nós possibilitamos é que o paciente utilize algo que fale por ele, sem que o receptor da mensagem tenha que adivinhar, como acontece com as pranchas de papel”, explica.

O “Que Fala!” foi desenvolvido em 2011 e, no ano seguinte, já estava no mercado. O usuário baixa o aplicativo gratuitamente, depois cria uma conta no site da plataforma e paga por pacotes de edição da prancha digital, podendo colocar palavras, frases e imagens como quiser.

Feita a edição, o uso do programa independe do acesso à Internet. Barbosa indica que o ideal é fazer a edição com um profissional de terapia ocupacional ou fonoaudiólogo. Hoje, o aplicativo tem mais de 20 mil downloads e de 6 mil contas no site e acima de 800 pagantes fixos em todo o País.

A ONG Mais Diferenças, focada em educação e culturas inclusivas desde 2005, pensou principalmente na possibilidade de lazer ao criar o WhatsCine, um facilitador com audiodescrição, legenda em libras para acessibilidade em cinemas e teatros. É necessário que a pessoa com deficiência tenha o aplicativo em um smartphone ou tablet e que a sala de cinema transmita o filme com o conversor também desenvolvido pela ONG. O conversor precisa apenas de um notebook e um roteador de sinal para sincronizar o filme com as janelas do software.

Para Luis Henrique Mauch, coordenador da instituição, a estrutura do aplicativo é simples, “mas o resultado na vida do usuário é imensurável”.

NECESSIDADE DE AVANÇOS

Apesar dos vários bons projetos, a demanda por inovações que propiciem inclusão ainda está longe de ser atendida. Estudo realizado em 2013 pelo Instituto de Tecnologia Social (ITS Brasil) apontou as instituições acadêmicas como as principais responsáveis (81,7%) pelo desenvolvimento de tecnologia assistiva, cuja oferta ainda é muito reduzida. Nos anos de 2007 e 2008, havia apenas110 projetos do gênero em todo o País e concentrados nos estados do Rio Grande do Sul (33%), São Paulo (24,8%) e Rio de Janeiro (15,6%).

Com base nesses dados, o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI) tem como programa de pesquisa de iniciativas na área o Desenvolvimento Tecnológico e Inovação em Tecnologia Assistiva (Dtita), que conta com uma equipe desenvolvedora de projetos patrocinados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Uma das ideias geradas pelo incentivo é o estudo de uma lousa digital com caneta sensor com resposta motora, que tem o objetivo de possibilitar a escrita e leitura por pessoas com deficiência visual pela sensação tátil.

Em vigor desde 2 de janeiro último, o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei Brasileira de Inclusão nº 13.146/2015) deve trazer estímulos às tecnologias para acessibilidade, já que determina sua obrigatoriedade e também estabelece incentivos à contratação pelas empresas de funcionários com deficiência. “Com a lei, o deficiente terá auxílio financeiro, ingressando no mercado de trabalho, um dinheiro que é utilizado na compra de cadeiras motorizadas, próteses ou qualquer outra solução tecnológica que ajude na vida dele”, aposta a deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP).

Para Barbosa, que desenvolveu o “Que Fala!”, a nova legislação significa investimento para mais projetos e pesquisas, o que é mais que necessário. “No Brasil, a pessoa que quiser uma cadeira motorizada tem que estar disposta a pagar até R$ 12 mil ou aguardar (doação) em uma fila de uma instituição”, critica.

O professor Galli, do IFSul, aponta também a necessidade de reduzir os entraves burocráticos para que haja avanços e as novas ideias cheguem ao mercado. “O projeto chega a ficar um ano esperando pela patente. Há uma demora excessiva para entrar em processo de testes também”, atesta.

* Por Jéssica Silva. Matéria, originalmente, publicada no jornal Engenheiro, da FNE, nº 165, de fevereiro de 2016

Comissão de Deputados vai acompanhar a situação do extinto Derba

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O conselheiro da Abenc-BA, engenheiro Luis Claudio Vargas Silva, compareceu à sessão plenária realizada no dia 25 de fevereiro, na Assembleia Legislativa, cuja pauta centralizava na situação funcional dos servidores do extinto DERBA. Acompanhe a matéria sobre o assunto, publicada no site http://municipiosbaianos.com.br/

 

Uma comissão especial (suprapartidária) de deputados estaduais será formada no âmbito da Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo da Assembleia Legislativa para acompanhar a situação funcional dos servidores do extinto Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia (Derba), avaliar a situação da malha rodoviária estadual, boa parte necessitando de reparos e estudar a viabilidade de reestruturação da autarquia, extinta há um ano, no bojo da reforma administrativa do governador Rui Costa.

 

A proposta foi feita pelo deputado Hildécio Meireles (PMDB), presidente do colegiado, e aprovada por todos presentes durante a Sessão Especial que, por iniciativa do próprio parlamentar, discutiu a situação funcional dos servidores do antigo Derba, na tarde do dia 25 de fevereiro, no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia.

 

A extinção do Derba, em 28 de fevereiro do ano passado, quando estava prestes a completar 98 existência, continua a repercutir em todo Estado e até fora da Bahia, como demonstrou a Sessão Especial na ALBA.

 

Tanto que durante o evento, o representante da Ordem os Advogados do Brasil, secção da Bahia (OAB-BA), Franklin Gomes, anunciou que a entidade irá realizar uma audiência pública, em sua sede, na Piedade em Salvador, para debater o fechamento do Derba, suas consequências e discutir também a necessidade do retorno da autarquia.

 

PLENÁRIO LOTADO

Mais de duzentas pessoas, da capital e do interior do estado, principalmente das vinte cidades onde o Derba mantinha Residências de Conservação e Manutenção, lotaram o plenário, inclusive as galerias, da ALBA durante a Sessão Especial.

 

O presidente da Asderba/Sindicato, Nilton Borges Ramos foi enfático, ao considerar a extinção do Derba “o começo do caos na rede rodoviária da Bahia, como mostra a deterioração da maior parte das estradas”. Segundo Ramos, a luta pelo retorno do Derba continua, “agora mais forte depois da Sessão especial desta quinta-feira”.

 

Depois da extinção, os servidores remanescentes reclamaram de perseguição e assédio moral. Na manha desta quarta-feira, eles fizeram um protesto no pátio do prédio do Tribunal Regional do Trabalho, exigindo o cumprimento de sentenças favoráveis a direitos trabalhistas], como o pagamento de precatórios que vem se arrastando há mais de dez anos.

Mensagem de agradecimento ao Engenheiro Civil

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Prezado colega Engenheiro Civil. Quero agradecer a você, que no dia 4 de novembro de 2015, depositou seu voto de confiança na Chapa “Abenc para os Civis”, durante as eleições da Associação Brasileira de Engenheiros Civis – Departamento da Bahia – ABENC-BA.

 

Numa votação histórica, com participação significativa dos profissionais filiados, fui eleita presidente da ABENC, entidade que está comemorando 30 anos de fundação neste ano.

No próximo triênio, com a sua colaboração, vamos implementar as propostas, sempre em benefício dos profissionais e da sociedade, com discussões temáticas de interesse dos engenheiros civis, incluindo a entidade em debates técnicos no âmbito dos projetos de obras públicas, bem como de promover a interiorização da entidade através da criação de núcleos dos profissionais nos grandes centros urbanos do estado da Bahia.

 

Neste momento, estamos arrumando a nossa entidade, organizando documentos, estrutura, criando um novo site, e endereços para redes sociais, o que irá facilitar ainda mais o acesso do profissional a ABENC.

 

Estamos atravessando um momento difícil para a engenharia civil, fruto de uma grande crise política e econômica que atinge o país. Por isso, o objetivo é conclamar todos os engenheiros civis para criarmos, juntos, propostas e estratégias que possam retomar o desenvolvimento do Brasil.

 

A ABENC-BA está à sua disposição. Queremos que você visite a sua entidade, colabore e participe ativamente das reuniões, encontros e decisões. Caso não possa comparecer a sede, Av. ACM, 771 Edf. Emp. Torre do Parque, Sala 1208 – Itaigara – Salvador BA, CEP: 41.800-700, disponibilizamos nosso telefone 71 3354-4776, celular 71 99151-2201, email abenc@abencbahia.com.br.

Cordiais Saudações,

 

Rute Carvalhal Borges

 

DIRETORIA EXECUTIVA

Rute Carvalhal Borges – Presidente

Rui Ribeiro Cordeiro – 1º Vice Presidente

Marcelo Cajado Sampaio – 2º Vice Presidente

Elio Góes Perrone Júnior – 1º Secretário

Raimundo Pereira Borges – 2º Secretário

Paulo Moisés Oliveira Sertório De Souza – 1º Tesoureiro

Aldiza Oliveira Santos – 2º Tesoureiro

 

CONSELHO CONSULTIVO E FISCAL

TITULARES:

Luis Claudio Vargas Silva

Geraldo Leite Botelho

Gerinaldo Costa Alves

Emanuele Filiberto Marimpietri

Paulo Roberto Nascimento De Medeiros

José Francisco Alves De Miranda Ramalho Filho

 

 

SUPLENTES:

Leonel Borba Santos

Edgarde Gonsalves Cerqueira

Elvira de Lima Cavalcanti

 

CONSELHEIROS REPRESENTANTES DESTA ENTIDADE NO CREA-BA

Titular: Marcelo Cajado Sampaio 

Titular: Edson Eli Almeida Lima

Suplente: Eduardo José Pedreira Costa

Titular: Franklin Wirz Leite Filho

Suplente: Viviane Alves e Silva

Titular: Luis Claudio Vargas Silva

Suplente: Maridalva Dias Alves

Titular: Luiz Edumundo Prado de Campos

 Suplente: Rafael Hermes Oliveira

 Titular: Manuel José Pinto de Albuqerque

Mensagem da UNESCO para o Dia Mundial da Água 2016

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Mensagem da Diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, por ocasião do Dia Mundial da Água, 22 de março de 2016

 

Entre 1990 e 2010, 2,3 bilhões de pessoas obtiveram acesso a melhores fontes de água potável. Isso é positivo, mas não é suficiente. Mais de 700 milhões de pessoas ainda não têm acesso a uma água limpa e segura, para terem uma vida saudável. O Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos de 2016 (WWDR 2016) estima que por volta de 2 bilhões de pessoas necessitem de acesso a um melhor saneamento, com as meninas e as mulheres em uma situação ainda mais precária. Muitos países em desenvolvimento estão localizados em regiões de tensão relativa aos recursos hídricos e provavelmente serão mais afetados pela mudança climática. Ao mesmo tempo, a demanda por água está aumentando, especialmente em economias emergentes nas quais a agricultura, a indústria e as cidades estão se desenvolvendo em ritmo acelerado.

 

Os riscos são altos. A água é fundamental para a vida. Também é essencial para o desenvolvimento mais inclusivo e sustentável.

 

É por isso que a água está no centro da nova Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. A água está realçada no Objetivo 6, sobre a garantia da disponibilidade e da gestão sustentável da água e do saneamento. Ela é importante para o sucesso de todos os outros Objetivos – inclusive para fazer avançar a perspectiva de trabalho digno para todos, que é o foco do WWDR 2016.

 

A água é essencial para a agricultura, para a indústria, para o transporte e para a produção de energia, assim como é um motor para o crescimento econômico. Ela gera e mantém empregos em todo o mundo, mas a obtenção dos objetivos de desenvolvimento não será apenas uma questão de recursos hídricos adequados como matéria-prima. A qualidade da água e do saneamento continua sendo essencial para se oferecer formas dignas de vida.

 

Dos 2,3 milhões de mortes relacionadas ao trabalho que ocorrem todos os anos, 17% podem ser relacionados a doenças transmissíveis e à água imprópria para o consumo. É por isso que a água potável e o saneamento seguro nos locais de trabalho devem se tornar prioridades em todos os lugares. A superação do desafio de se criar e manter trabalhos dignos frente à mudança climática e à escassez de água exigirá investimentos muito maiores em ciência, tecnologia e inovação. As evidências mostram que o investimento em infraestrutura e em serviços hídricos pode resultar em elevados retornos tanto para o desenvolvimento econômico, como para a criação de empregos. É importante que esses investimentos sejam planejados com todos os setores interessados, incluindo o agrícola, o energético e o industrial, para que sejam assegurados os melhores resultados para todos.

 

Como a principal agência das Nações Unidas para a educação e as ciências hídricas, a UNESCO trabalha de forma ativa para esses fins. Isso se inicia com o Programa Hidrológico Internacional e sua rede de Comitês Nacionais, Centros e Cátedras. Desde 2003, o Instituto UNESCO-IHE para a Educação sobre Água formou milhares de cientistas e engenheiros hídricos provenientes de países em desenvolvimento.

 

O nosso Programa Mundial para Avaliação dos Recursos Hídricos fornece aos governos e à comunidade internacional as informações mais atualizadas e politicamente relevantes sobre recursos de água doce em todo o mundo, assim como é pioneiro em novas técnicas de monitoramento hídrico sensível ao gênero. Tudo isso será essencial na concretização da Agenda 2030.

 

Os avanços exigem ações em todos os campos – por parte de governos, da sociedade civil e da iniciativa privada. São enormes os desafios que nós enfrentamos, derivados da mudança climática, da escassez de água e do deslocamento de trabalhadores com baixa qualificação. No entanto, a promoção de empregos de alta qualidade, enquanto preserva o meio ambiente e garante a gestão sustentável da água, ajudará na erradicação da pobreza, no estímulo ao crescimento e na construção de um futuro com trabalho decente para todos. Esta é a mensagem da UNESCO para o dia de hoje

 

18.03.2016 – UNESCO Office in Brasilia
http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/single-view/news/unesco_message_for_the_world_water_day_2016/#.Vw1G8tQrLIU

Baianas criam Gerenciador Online para diminuir gastos de energia

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Fruto de dois anos de pesquisa de iniciação científica e melhorias de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), o Gerenciador Online ganhou o primeiro lugar na última edição do Prêmio Proteste – Inovação. O sistema foi criado pelas estudantes de engenharia da computação, da Faculdade Área 1, Tuane Paixão e Danielle Oliveira, para monitorar e controlar informações sobre o consumo de energia elétrica diariamente.

O Gerenciador Online tem como função auxiliar as pessoas na diminuição de gastos. Após experiência de sucesso, as estudantes pensam em expandir para outras áreas e comercializar o aplicativo. “O país está em crise, temos que fazer algo para sair dela, não podemos ficar de braços cruzados”, enfatiza Danielle.

A Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor é uma entidade civil sem fins lucrativos que premia anualmente projetos que apresentam ideias para economia de energia e água. “A premiação da Proteste é o reconhecimento do potencial do trabalho. Entre 127 projetos, o Gerenciador Online representa o potencial de inovação, possibilitando o gerenciamento remoto da instalação residencial. É um orgulho representar a Bahia no curso nacional”, declarou Danielle.

Fonte: SECTI – Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia

ABENC Ganha em Última Instância o Direito dos Engenheiros Civis Projetarem e Executarem SPDA

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TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL ANULOU DECISÃO NORMATIVA 70/2001 – CONFEA

O Tribunal Regional Federal, da 1ª. Região, não admitiu o recurso especial interposto pelo Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CONFEA, contra acordão proferido pelo TRF da 1ª. Região, que manteve a sentença que concede segurança para anular a decisão normativa 70/2001 do CONFEA.

 

Após a analisar o mérito, a Turma do TRF confirmou que o Engenheiro Civil tem atribuição para projetar e executar SPDA.

 

Foi decidido pelo Colegiado a causa com base na competência e nas atribuições do engenheiro civil, disciplinadas pelo Decreto Federal 23.569/33, do qual a Justiça Federal não admitiu o Recurso Especial, interposto pelo CONFEA contra o acordão favorável a Engenharia Civil.

 

Assim, a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENGENHARIA CIVIL (ABENC), saiu vitoriosa em relação a anulação da Decisão Normativa 70/2001, que impede o exercício de serviços referentes a Sistemas de Proteção Contra Descargas Atmosféricas (pára-raios) por engenheiro civil.

 

Destacamos que, essa é uma decisão em última instância, do qual não cabe recurso, dessa forma, a ABENC saiu vitoriaosa e sempre estará na luta para o bem da profissão da Engenharia Civil.

 

Fonte: ABENC / Foto: Reprodução

NOTÍCIA EXCLUSIVA DA ABENC